Que a inteligência artificial veio para ficar, trazendo benefícios de produtividade, novas possibilidades e redução de custos a patamares incríveis, acredito que não seja mais uma dúvida para você. Sendo assim, não é estranho que 95% das empresas ainda não estejam conseguindo ter sucesso na adoção da IA?
Este é um paradoxo muito curioso, mas que já tem respostas muito claras. Segundo pesquisas de grandes universidades e outras instituições de peso, a adoção da inteligência artificial nas empresas evidencia alguns problemas em comum. E o mais impressionante é que mais de 77% desses problemas não estão relacionados à tecnologia.
Diferentes relatórios destas instituições apontam que a adoção da IA nas empresas, tanto no Brasil quanto no mundo, está acima de 80%. Porém, como mostra a pesquisa do MIT, apenas 5% da adoção está sendo realmente positiva. Dados de pesquisas da Microsoft, McKinsey e alguns outros players mostram cenários muito semelhantes.
Por que a adoção da IA (com sucesso) é tão difícil?
É o que queremos debater aqui neste artigo e o que foi tema de conversa no episódio 13 do nosso podcast, Além do Backup. Assista abaixo na íntegra (ou, se preferir, escute pelo Spotify), mas continue também na leitura aqui desta página que vamos detalhar tudo para você compreender onde a adoção da IA está falhando e as melhores estratégias para você ter sucesso com a inteligência artificial na sua empresa.
Os maiores motivos que estão travando a IA
Um estudo da universidade de Stanford mapeou 51 cases de sucesso de adoção da IA e apontou os maiores desafios que essas empresas tiveram que superar para ter resultados reais com a inteligência artificial.

Segundo o relatório deste estudo, um dos achados mais relevantes é o que mostra no gráfico acima. No somatório dos maiores desafios de adoção da IA nas empresas analisadas, 77% representam os “custos invisíveis”, ou seja, todos os desafios relacionados a pessoas, processos, gestão e dados, que não são causados diretamente pela tecnologia em si.
Outro relatório que nos chama muito a atenção é o Microsoft 2026 Work Trend Index Annual Report, onde mostra dados de adoção da IA com base em [literalmente] trilhões de sinais de uso da inteligência artificial que a Microsoft tem acesso.
Além desses dois, existem diversos outros, como mencionamos, que trazem informações semelhantes, reforçando uma conclusão que podemos ter:
A tecnologia está pronta. As pessoas já mudaram. As organizações, não.
Ou seja, as empresas precisam de ajuda. Por isso a Tecjump tem dedicado muitos recursos para entender esse cenário e trazer para você e para os nossos clientes, um caminho mais claro de adoção da IA, unindo estratégia, governança, tecnologia, processos e engajamento de pessoas.
Dentro dessa jornada, temos feito algumas descobertas além do que pesquisas e relatórios mostram. Estamos unindo a teoria com a prática e as trocas ricas que estamos acumulando com nossos clientes, ouvindo atentamente e buscando soluções.
Então vamos compartilhar a seguir algumas das estratégias que compreendemos ser assertivas para quebrar cada um desses principais desafios de adoção da IA, para acelerar o crescimento da sua empresa.
Continue a leitura!
Estratégias para adotar e escalar a IA com sucesso na sua empresa
As dicas a seguir valem ouro. Não é porque nós achamos, mas pelo fato de que não estamos nos baseando em intuição. São estratégias com pilares sólidos que você pode aplicar no seu negócio com confiança, apenas adaptando cada detalhe à sua realidade (afinal, não existe receita de bolo, certo?).
Liderança
Se você é uma liderança na empresa onde está, não se sinta com ego ferido. Você pode ser excelente líder para o seu time, e até mesmo entusiasta de IA. Mas, isso não garante que a liderança está pronta para a transformação da empresa com IA.
Aprofundando um pouco mais a realidade das empresas hoje, de modo geral, é comum encontrarmos lideranças que não estão tomando protagonismo e um papel ativo na adoção e evolução da organização com a inteligência artificial.
E é paradoxal, porque se você perguntar para qualquer pessoa executiva de qualquer empresa se a IA será um fator crítico de sucesso no médio prazo ou se as pessoas já estão utilizando, a resposta certamente será que sim.
Ao mesmo tempo, essas lideranças não estão dando a devida atenção ou, na prática, não destinando esforços na mesma proporção que dizem acreditar, como podemos ver evidências em um estudo de Harvard que mostra os motivos pelos quais os executivos estão procrastinando: falta de interesse real por parte dos stakeholders, comodismo e crença de que a IA é só mais uma onda de transformação da tecnologia, e passividade esperando que as pessoas na empresa descubram o caminho primeiro.
Isso cria um entrave gigantesco, porque já existem outros estudam que mostram como o engajamento da liderança pode proporcionar um impacto positivo, como o Microsoft 2026 Work Trend Index Annual que trouxe uma métrica de retorno 2x maior com a participação da liderança, comparado com adoção da IA se incentivos e governança por parte da organização.
Além disso, um outro estudo de Harvard também explica em detalhes como a falta de atenção por parte da alta liderança da empresa na adoção da IA, está esmagando a gerência média das empresas, que fica sobrecarregada com funções e responsabilidades extras relacionadas à inteligência artificial.
Liderança forte e com vontade real de gerar transformação é o principal fator de sucesso da adoção da IA nas empresas. O restante das variáveis vem junto, carregadas pelo exemplo e pela visão.
Afinal, casos isolados de sucesso de processos otimizados com a IA não irão faltar. Todas as empresas terão um entusiasta que pagou um plano de IA do próprio bolso e conseguiu um resultado expressivo. Mas, isso não é transformação. Isso é fato isolado.
Transformação vem quando os resultados são vistos de forma clara, com impacto na DRE, expansão de negócio e eliminação de problemas antigos. E a IA tem potencial para todos esses ganhos, se implementada e adotada da maneira correta e se a liderança entender que é peça-chave em todo o processo.
Confira mais sobre esse tema de liderança neste outro artigo do nosso blog: O papel da liderança na adoção da IA Corporativa
Gestão de Mudanças e Pessoas
“IA vai roubar meu emprego”, “Eu não domino a tecnologia”, “IA é coisa de gente jovem”, “IA não funciona para a minha realidade”, “Essa ferramenta é ruim, prefiro a outra”…
A lista de objeções, preocupações e táticas de detratores para sabotar a adoção da IA na empresa, é grande.
Sem uma boa gestão de mudanças, com planejamento, antecipação de objeções, análise de necessidades reais, sensibilização, treinamentos, monitoramento e análise de ROI, entre outros componentes importantes, a IA na sua empresa não irá escalar.
Legal, mas como fazer isso?
Primeiro, foque no ponto principal: pessoas. Independente da tecnologia, dos dados ou processos, se as pessoas não forem escutadas e gerenciadas, todo o resto vai por água abaixo.
A gente recomenda aos nossos clientes, iniciar com um diagnóstico que, na prática, é dar espaço para as pessoas e escutar atentamente. Quais ferramentas elas já estão utilizando? Como estão utilizando? Quais são aquelas pessoas que já estão tendo êxito com a IA e quais ainda nem sabem como funciona?
Esse entendimento do nível de maturidade é o ponto de partida. Em seguida, procure compreender as preocupações das pessoas em relação às mudanças que a empresa irá exigir. Essa informação é muito valiosa para prevenir ansiedade e planejar os treinamentos corretos.
Em seguida, antes de qualquer tipo de comunicação interna, pare, respire e faça as suas primeiras definições para estancar a Shadow AI e, principalmente, entender o caminho que será seguido. Nessa etapa, é muito provável que você precise de um apoio técnico para ajudar a entender a infraestrutura de ferramentas, dados, governança e segurança. Ou seja, uma call de uma a duas horas com a Tecjump pode ser esclarecedora (clique aqui e fale com a gente).
Em seguida, comunique com contexto. Mostre como a empresa (as lideranças, certo?) tem interesse em dar um próximo passo importante com a IA, traga todas as preocupações, compartilhe as descobertas a partir das conversas com os colaboradores (sem citar nomes) e o motivo de cada decisão tomada.
Na mesma ocasião, apresente o plano de ação, mostrando o que será feito em termos de ferramenta, treinamentos e outras iniciativas.
Como parte de toda a gestão de mudanças e do projeto de adoção, mantenha sempre a atenção no que as pessoas estão falando, mapeie o progresso, peça feedbacks estruturados, empodere os facilitadores, analise resultados e faça uma boa gestão.
Mesmo que algumas decisões tenham sido tomadas equivocadamente como, por exemplo, a escolha da ferramenta, sempre será mais fácil ajustar a rota se a gestão está bem-feita e as pessoas estão na mesma página.
Cultura = Liderança + Gestão de mudanças e pessoas
Os dois itens anteriores são a base de qualquer evolução da empresa. Poderíamos estar falando sobre o motor comercial que os pilares seriam praticamente os mesmos, apenas em uma seara diferente. Concorda?
Quando estamos falando de adoção da IA no nível de pessoas, o ponto central não é a tecnologia. Seria muito diferente se o tema fosse implementação da IA na infraestrutura de sistemas, desenvolvimento de aplicações internas, cibersegurança, entre outros. Aqui, a conversa seria muito mais voltada para o nível técnico de dados, nuvem, modelos, tokens, orçamento etc.
A adoção da IA terá mais chances de sucesso quando a empresa entender que é sobre pessoas primeiro.
Escolha das Ferramentas de IA
Mesmo que a empresa já esteja com um ambiente de colaboração em nuvem bem instituído (Microsoft 365 ou Google Workspace, por exemplo), é bem provável que metade das pessoas esteja utilizando o ChatGPT, uma outra parte o Claude, e algumas pessoas a IA que está embarcada na ferramenta (respectivamente, Copilot e Gemini).
Isso é bastante comum, especialmente pela popularidade que ChatGPT e Claude ganharam nos últimos anos.
Contudo, é bem provável também que sua empresa ainda não tenha definido uma política e estabelecido ferramentas para evitar o vazamento de dados e quebra de compliance, ferindo gravemente regras da LGPD, GDPR ou regulamentações do setor do seu negócio.
Hoje mesmo estávamos conversando com um grande escritório de advocacia de São Paulo sobre adoção da IA e a gestora da empresa estava muito preocupada sobre possível quebra de sigilo entre cliente e advogado, pelo simples fato de não saber se os advogados estão cientes que não podem colocar documentos de clientes no ChatGPT.
A escolha da ferramenta oficial de IA generativa na empresa é muito estratégica, visto que essa definição precisa atender à maioria dos colaboradores e aos requisitos de segurança e privacidade de dados.
Por exemplo, para nossos clientes que já utilizam o Microsoft 365 (maioria dos casos), nós recomendamos o Copilot, pois além de ter os melhores modelos da Anthropic e OpenAI no core da ferramenta, está totalmente integrado ao ambiente com acesso aos dados e contexto de trabalho da empresa e atuação direta nos aplicativos do dia a dia, respeitando todos os padrões e políticas de segurança.
Quem trabalha com o Google Workspace, tem recursos próximos a isso com o Gemini. Ainda, empresas que não estão em nenhuma dessas plataformas, mesmo assim conseguem algum nível de integração e segurança com a configuração de ambientes com planos corporativos na Anthropic e OpenAI.
Existem outras ferramentas e plataformas de adoção da IA que podem atender parcialmente ou totalmente às necessidades da empresa. Inclusive, as chances são de que você terá uma ferramenta principal suficiente para a maioria das pessoas, mas precisará de outras complementares, conforme as demandas de cada área e função.
De qualquer forma, você só terá clareza de quais ferramentas contratar se cumprir com os dois pilares que falamos anteriormente, conhecendo todas as necessidades para contratar as soluções certas.
O que cabe mais é deixar essa escolha sendo feita no dia a dia de forma descentralizada e sem governança. Se você não tomar essa decisão, seus funcionários irão utilizar aquilo que cada um achar melhor para si, sem preocupação com compliance, sem integração e provavelmente com uma utilização superficial das ferramentas.
Política de uso da IA
Em complemento a tudo o que falamos até aqui, é de extrema importância que você tenha definido uma política de uso de IA generativa na empresa, definindo o que pode e o que não pode em cada ferramenta de IA disponibilizada para os colaboradores. Não precisa ser um documento muito completo, pois duas ou três páginas com as regras bem claras já serão mais que suficientes para a grande maioria das organizações. Se você tiver dúvida nessa parte, converse com nossa equipe aqui na Tecjump.
Outros pontos de atenção
Se formos detalhar todas as variáveis que compõem a adoção e evolução da empresa com IA, teríamos que escrever um livro que, inclusive, teria uma nova edição a cada mês. Isso porque são muitos detalhes em uma transformação da tecnologia que expande com muita frequência.
Por isso, neste artigo preferimos deixar bem fundamentados os três pilares que entendemos ser os principais: Liderança; Gestão de Mudanças e Pessoas; Escolha das Ferramentas de IA.
Mas não podemos deixar de mencionar alguns outros pontos de atenção para que você possa fazer suas pesquisas e explorar um pouco mais. Confira:
Dados para contexto
Tratar documentação do conhecimento como infraestrutura estratégica, e não como burocracia de projeto, é o que separa uma organização que usará IA de forma decorativa de outra que a usará como extensão cognitiva do negócio. Por isso, tenha o contexto da sua empresa documentado para dar insumo à IA. Isso fará uma diferença gigantesca. Saiba mais sobre esse assunto clicando aqui.
Processos
Existe uma diferença clara entre pessoas e equipes que usam inteligência artificial como um adendo ao processo, daquelas que repensam o processo para incorporar a IA de forma que realmente fará a diferença. A primeira, aproveita uma pontinha do potencial da IA, enquanto a outra está automatizando o trabalho e ganhando produtividade mensurável e escalável.
Treinamentos e uso avançado
Como mencionamos, não adianta apenas liberar a ferramenta e esperar que, sozinhas, as pessoas descobrirão o caminho das pedras. É natural que algumas até consigam, mas a maioria ficará no uso superficial ou, em muitos casos, voltará a usar a outra ferramenta que já estavam acostumados. Faça treinamentos. Mais de um. É crucial para adoção e evolução da IA na sua empresa. Inclusive, após os treinamentos de ferramentas, evolua para workshops de casos de uso individuais ou por áreas, onde as equipes e colaboradores poderão aplicar os recursos da inteligência artificial na prática, nos seus problemas do dia a dia.
Governança e políticas
Reforçando e complementando o que falamos anteriormente: ter regras claras sobre como pessoas e IA trabalham juntas, com responsabilidades definidas, limites do que pode ser inserido em cada ferramenta, além de uma revisão completa dos acessos de usuários a grupos e documentos sempre é muito válida. Se pensarmos em avançar um pouco mais, pensar em ferramentas e políticas de DLP também pode ser um grande diferencial, dependendo do nível de sensibilidade dos documentos na sua empresa e da maturidade em segurança cibernética.
Fornecedores
Você não precisa carregar tudo nas costas sozinho. Inclusive, não precisa esperar que todos estejam prontos na empresa. Um parceiro que vai te orientar e apoiar nessa jornada de adoção da inteligência artificial pode ser o divisor de águas entre a frustração e a evolução. Aqui a Tecjump pode te ajudar com um passo a passo, desde o diagnóstico de maturidade, passando pela governança, treinamento da ferramenta, criação de multiplicadores de IA e análise de resultados. Clique aqui para falar com a nossa equipe.
Análise de ROI
Você fez tudo certo em relação ao engajamento de lideranças, gestão, ferramenta e outros aspectos. Porém, cair na rotina e esquecer de mensurar todo o investimento e analisar qual o ganho real financeiro e de produtividade conquistado é um erro muito comum. Escalar a IA na empresa está totalmente relacionado à confiança de que a empresa está atingindo resultados. Por isso, é fundamental coletar e analisar os dados para avaliar o retorno.
Rotinas para reforço de cultura
“Fogo de palha” não gera transformação. O esforço inicial, por mais que exija bastante, é o ponto de partida. Mas a IA não é uma linha de chegada, onde você contrata a ferramenta, treina as pessoas e pronto. Essa tecnologia tem evoluído em ciclos curtos, as ideias de casos de uso irão surgindo ao longo do tempo e o hábito de inserir a IA no contexto de trabalho não se cria do dia para a noite, especialmente nos mais resistentes. Continue nutrindo o posicionamento da empresa com reforços de cultura em forma de treinamentos periódicos, compartilhamento do conhecimento, reconhecimento de funcionários, análise trimestral de adoção e, principalmente, exemplo das lideranças.
Conheça o Microsoft Copilot
Ao longo deste artigo, falamos bastante sobre pessoas, liderança e processos, mas em algum momento a escolha da ferramenta precisa acontecer. E se a sua empresa já vive no Microsoft 365, o Copilot é, na maioria dos casos, o caminho mais natural.
Ele não é “mais um chat de IA” aberto em outra aba. O Copilot está integrado ao ambiente onde o seu time já trabalha todos os dias, com acesso ao contexto da empresa e atuação direta no Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams.
E a cereja do bolo: com os padrões de segurança que você já conhece. Sem vazamento de dados. Na prática, é a inteligência artificial trabalhando dentro das suas regras de segurança e compliance, e não à revelia delas.
E o melhor: com os melhores modelos da OpenAI e da Anthropic no core, sem que você precise contratar cada um separadamente ou se preocupar para onde as informações da sua empresa estão indo.
Mas, como falamos lá no começo, ferramenta sozinha não gera transformação. O Copilot mostra todo o seu potencial quando entra acompanhado de estratégia, governança e uma boa gestão de pessoas, e é exatamente aí que a Tecjump pode caminhar ao seu lado.
O que acha de ver o Copilot funcionando de verdade, com exemplos aplicados à realidade da sua empresa? Agende uma demonstração com o nosso time e descubra, na prática, como transformar a inteligência artificial em resultado.





